Conheça o histórico de rentabilidades do índice S&P 500, os riscos associados e como pode ser usado em estratégias de investimento de longo prazo.
Amplamente considerado um dos melhores indicadores do desempenho da economia americana, o índice S&P 500 representa 80% da capitalização total de mercado bolsista dos EUA.
Por essa razão é visto como um barómetro da economia americana e frequentemente utilizado como benchmark (padrão de comparação) para investidores e gestores de fundos em todo o mundo. Ao servir de base a uma série de produtos financeiros que replicam o seu desempenho, o S&P 500 permite que os interessados invistam no mercado como um todo, sem precisar comprar ações de cada uma das 500 empresas ali listadas.
Para investidores de longo prazo, especialmente aqueles que desejam minimizar o risco do seu portfólio através da diversificação, o S&P 500 é uma opção muito popular.
ÍNDICE
— Histórico e Performance do S&P 500
— Principais riscos
— Como investir no S&P 500
Desde a sua criação em 1957, o S&P 500 passou por altos e baixos refletindo o estado da economia dos EUA em momentos-chave. Durante as décadas de 1980 e 1990, por exemplo, o índice experimentou um crescimento acelerado, impulsionado por inovações tecnológicas — computadores pessoais, software, internet — e ainda a desregulamentação de mercados financeiros e expansão económica.
No entanto, o S&P 500 também enfrentou crises severas, como a bolha das empresas dot.com (tecnológicas) no início dos anos 2000, a crise financeira global de 2008 e o “terremoto” bolsista que foi a Covid-19 em 2020 (mas seguida de rápida recuperação).
Historicamente, o índice oferece uma taxa média de retorno anual de cerca de 11% (euros), o que o torna uma ferramenta muito atrativa para investidores de longo prazo. Esse retorno inclui no seu cálculo tanto a valorização das ações quanto os dividendos pagos pelas empresas que compõem o S&P 500.
E AINDA…
Para saber mais sobre este índice bolsista americano leia também S&P 500: como funciona este termómetro da economia dos EUA.
Embora o S&P 500 seja frequentemente procurado pelo crescimento de capital, uma parte significativa do retorno total para os investidores vem dos dividendos pagos pelas empresas que compõem o índice. Aproximadamente 80% das empresas do S&P 500 distribuem dividendos regularmente aos seus acionistas.
Os dividendos são uma parcela dos lucros das empresas que são pagos diretamente aos investidores (acionistas) e são especialmente atrativos para aqueles que procuram renda passiva. Empresas de setores mais maduros como finanças, energia e consumo básico, tendem a ser as maiores pagadoras de dividendos.
Além disso, o S&P 500 inclui o chamado dividend yield (taxa de retorno de dividendos), que varia ao longo do tempo. Nos últimos anos, o dividend yield deste índice tem oscilado em torno de 1,5% a 2% ao ano, o que significa que, além da valorização das ações, os investidores também podem receber uma renda adicional.
A somar a isto, quem optar por reinvestir os dividendos em vez de resgatá-los pode beneficiar do efeito dos juros compostos ao longo do tempo. Muitos fundos e ETFs que replicam o S&P 500 oferecem a opção de reinvestimento automático dos dividendos, o que ajuda a maximizar os retornos de longo prazo.
Embora o S&P 500 seja considerado um investimento de longo prazo estável e diversificado, não está isento de riscos. Um dos principais é a própria volatilidade do mercado de ações. Isto é, o desempenho do índice está diretamente ligado às condições económicas dos Estados Unidos e do mundo, uma vez que as principais empresas são globais com presença em todos os continentes.
Assim, momentos de grande turbulência global — como a crise financeira de 2008 ou a pandemia de COVID-19 — podem causar quedas substanciais no valor das ações que compõem o índice. Por isso, os investidores que entram em momentos de alta volatilidade podem enfrentar perdas significativas no curto prazo.
Outro risco importante é a dependência excessiva de grandes empresas de tecnologia que atualmente têm o maior peso do índice. Isto significa que, se houver uma desaceleração nesse setor específico, o índice como um todo pode sofrer.
Por fim, o risco cambial é uma consideração importante para investidores fora dos EUA que invistam em dólares. Porque além da performance do índice, os investidores estrangeiros estão expostos às flutuações nas taxas de câmbio entre o dólar e a sua moeda local. Uma valorização da moeda local frente ao dólar pode corroer parte dos ganhos obtidos com o investimento, enquanto uma desvalorização pode aumentar os retornos, mesmo que o índice continue estável.
Historicamente o índice S&P 500 tem oferecido um crescimento sólido ao longo de décadas.
A forma mais comum de investir neste índice é através de ETFs — Exchange Traded Fund ou em português fundo transacionado em bolsa — que rastreiam o desempenho do S&P 500 e permitem que os investidores estejam expostos à economia americana com uma única operação. Os ETFs são, regra geral, muito líquidos (facilmente convertidos em dinheiro) e acessíveis desde pequenos montantes.
Seguem-se agora os passos para investir no S&P 500:
O primeiro passo para investir no S&P 500 é escolher uma corretora. Quando estiver a analisar as diferentes hipóteses, convém prestar atenção aos seguintes pontos:
Este processo pode ser feito integralmente online e implica indicar uma série de dados pessoais e fiscais (nome, morada, número de contribuinte) e comprovativos como o de identidade e de morada (B.I/Cartão de Cidadão/Passaporte…).
Atualmente é também necessário responder a perguntas sobre o perfil de investidor para que a corretora possa avaliar o seu nível e personalizar a sua experiência de investidor.
Aberta a conta, é necessário transferir dinheiro para lá para começar a investir. Esta operação pode demorar mais de um dia.
Nesta fase procure por ativos que replicam o desempenho do S&P 500 em euros (através da pesquisa por S&P 500 no nome e descrição). Uma forma comum é através de ETFs que seguem este índice. Assim, de uma única vez, está a investir nas 500 empresas que compõem o S&P 500 sem ser necessário comprar as ações individualmente (e evitando muitas taxas e comissões). Analise as características e custos antes de investir.
Com o ativo escolhido, o próximo passo é efetuar a compra. Tem duas formas de fazê-lo:
ou
Verifique as comissões associadas a esta operação e confirme a transação.
Acompanhe o desempenho do índice e do seu investimento regularmente. Esteja atento às notícias que referem o mercado onde investiu e outras que possam influenciar esse mercado e ajuste a sua estratégia conforme necessário.